Viajar para a Índia não foi turismo.
Foi uma Peregrinação à Consciência.
Não foi uma viagem comum, mas um chamado da alma. Ao longo do caminho, visitei diversas cidades sagradas e templos milenares que carregam séculos de oração, mantras e presença viva. Cada lugar trazia uma frequência, um ensinamento, um espelho.
A jornada começou em silêncio, vivi dias de Mauna, o silêncio profundo.
Não apenas o silêncio de não falar, mas o silêncio interno, onde os pensamentos desaceleram e a mente deixa de comandar. Foram dias de recolhimento e observação. Ali compreendi que o verdadeiro ruído não estava fora estava dentro. E quando ele se aquieta, algo maior se revela.
Seguindo a peregrinação, estive em Tiruvannamalai, aos pés de Arunachala, onde realizei a caminhada sagrada ao redor da montanha, chamada de Girivalam (também conhecida como Giri Pradakshina)
Giri = montanha
Valam / Pradakshina = circundar em reverência
Ou seja:
circundar a montanha sagrada em ato de devoção.
São aproximadamente 14 km, feitos tradicionalmente descalços e em sentido horário, como forma de oração e purificação.
Na tradição associada a Ramana Maharshi, Arunachala não é apenas uma montanha é considerada a manifestação viva de Shiva em forma de fogo (consciência).
Cada passo era uma oração. Cada passo era um desapego. A montanha é considerada um campo vivo de consciência, e caminhar ao seu redor foi como circular o próprio centro do Ser.
Visitei também o Sri Lakshmi Narayani Golden Temple, um espaço de devoção e abundância espiritual, onde senti profundamente a energia do feminino divino se manifestando com força e delicadeza.
E estive no campo energético do EKAM, dedicado à expansão da consciência. Ali, a experiência foi vibracional uma sensação de reorganização interna, como se camadas invisíveis estivessem sendo alinhadas.
Essa peregrinação não foi sobre buscar algo fora.
Foi sobre recordar algo dentro.
Na Índia eu não encontrei respostas prontas.
Eu encontrei espaço.
Espaço para silenciar.
Espaço para sentir.
Espaço para ser.
Bali foi integração
Na energia viva de Ubud e nas águas de Seminyak e varios outros locais nesta ilha, senti espiritualidade e natureza caminhando juntas. Ritual, beleza, corpo e presença coexistindo de forma orgânica.
Se a Índia me levou ao silêncio, Bali me ensinou a viver esse silêncio com suavidade.
Essa jornada não foi geográfica.
Foi vibracional.
Hoje carrego essa frequência nas minhas ativações, meditações e na forma como conduzo cada encontro.
Porque a verdadeira peregrinação não termina.
Ela continua dentro.